Bartolomea 55 Anos
Seja bem Vindo!

 

BARTOLOMEA CAPITANIO

Bartolomea, filha de Modesto Capitanio e Caterina Canosi, nasceu em Lovere, Itália, no dia 13 de janeiro de 1807. Teve dois irmãos e quatro irmãs que, exceto Camila, morreram ainda pequenos. Era uma família de modestas condições. A mãe educava as filhas com delicada atenção materna e profundo sentido cristão. Mas um grande sofrimento atingiu a família: o pai excedeu-se no vinho e tornou-se agressivo em casa com a esposa e as filhas. A mãe, para salvaguardar a filha dessa desagradável situação familiar, e considerando que Bartolomea se revelara inteligente e desejosa de aprender, fez de tudo para confiá-la à educação das Clarissas do Mosteiro de Lovere. Bartolomea tinha então onze anos e meio. No educandário, aprendeu rápido e com ótimos resultados tudo o que lhe foi ensinado, plasmou o seu temperamento forte e volitivo; empenhou-se muito em adequar o seu comportamento às exigências do Evangelho; viveu a amizade com as companheiras e a professora; abriu-se ao fascínio da santidade suscitada no seu coração pelo testemunho de vida das Irmãs Clarissas. Bartolomea tinha somente doze anos quando, em um momento do jogo recreativo proposto por sua professora, Irmã Francesca Parpani, tocou-lhe em sorte a “palhinha mais comprida”, sinal de que, entre as companheiras, deveria ser a primeira a tornar-se santa. Ela então pronunciou aquele propósito: “Quero ser santa, logo santa, grande santa!”. Junto àquelas irmãs consagradas a Deus na oração, fez profunda experiência do Senhor, e a Ele, embora como alguém que está iniciando, entregou-se fazendo o voto de castidade; cultivou uma relação pessoal e viva com Jesus, por quem se sentiu amada e escolhida. Bartolomea deixou o Educandário das Clarissas aos dezessete anos. Retribuiu na realidade da vida, o abraço de amor que recebera de Deus: fundou o Instituto das Irmãs da Caridade em 21 de novembro de 1832, todo alicerçado na caridade, segundo o exemplo do Redentor, voltado para a juventude, a assistência aos doentes e para a presença marcante nas pastorais da Igreja. Bartolomea foi proclamada santa, pelo Papa Pio XII, no dia 18 de maio de 1950.

HITÓRICO DO COLÉGIO SANTA BARTOLOMEA CAPITANIO

Em 1959, a Madre Geral Constantina Baldinucci visitava o Território Federal do Amapá trazendo o audacioso projeto de cooperar com o Governo local no desenvolvimento cultural da juventude feminina que, na prática, significava um centro de formação de professores. A semente lançada brotou e começou a dar frutos em março de 1961, quando começaram as aulas do Curso Primário; no dia 1º de Abril, as aulas do Curso Normal Regional; e no dia 2 de maio, as aulas do curso ginasial, no prédio de propriedade da Associação Cultural Nossa Senhora Menina, que recebeu o nome de Ginásio Santa Bartolomea Capitanio.   

Em 1980, recebeu o nome de Escola de 1º Grau Santa Bartolomea Capitanio em substituição ao Ginásio. Em 1993, a Escola conquistou mais um espaço: a implantação do 2o segmento do 1o Grau, de modo gradativo e, em 1996, de Associação Cultural Nossa Senhora Menina, a Escola de 1 ° Grau Santa Bartolomea Capitanio passou a denominar-se Colégio Santa Bartolomea Capitanio. Em 1997, foi implantado o Ensino Médio.

Ao longo de sua história merecem destaques as irmãs que, na condição de Diretoras, deixaram e continuam deixando marcas profundas de dedicação e idealismo pedagógico-cristão: Irmã Ana Maria Maltese (1961-1965), Irma Bernadete Coelho (1961-1995), Irmã Nelizia Pereira Colares (1995-2015) e, a partir de setembro de 2015, Irmã Zita Rubin.

Ao longo destas cinco décadas de história, fica evidente a indissolúvel unidade entre missão e educação, pois evangelizar nunca deixa de ser um ato educativo.  O encontro fecundo entre pessoas consagradas e o mundo da educação produziu uma tradição pedagógica sábia e eficaz que, à luz do Evangelho, atende ao crescimento da pessoa humana na sua globalidade. A filosofia do Colégio continua a mesma:  transformar o educando em sujeito do próprio desenvolvimento e do desenvolvimento social, favorecendo sua personalidade, sua consciência e sua dignidade, evidenciando, assim, que a pessoa não é tão somente a somatória de suas dimensões, mas sua harmônica composição. Uma educação, portanto, com base antropológica, expressão de humanismo pleno aberto à transcendência, ao relacionamento e à reciprocidade.

A serviço da missão da Igreja, o Colégio sempre teve e tem aqui seu espaço de evangelização, para comunicar os princípios básicos de uma visão cristã do homem e do mundo, para intervir na mutação cultural sem perder de vista os verdadeiros valores, preparando, assim, para a vida. Tudo isso é missão, tudo isso é Evangelizar. Não se trata, evidentemente, de uma “pacote educativo”, uma “moeda de mercado” na qual a ação educativa se reduz simplesmente a um passaporte para a carreira profissional. O carisma de Bartolomea e o testemunho de irmãs, professores, alunos e ex-alunos é a prova da força transformadora dessa nossa educação.

 

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